Provavelmente você já ouviu alguém perguntar se determinada joia era feita com uma pedra preciosa ou semipreciosa, não é mesmo?

Muitas pessoas possuem dúvidas e se perguntam quais são os fatores que realmente diferenciam esses dois tipos de pedras. Já podemos adiantar que cientificamente essa divisão caiu em desuso, pois a designação de “pedra preciosa” era tradicionalmente usada apenas para o diamante, o rubi, a safira e a esmeralda, pelo fato de serem as mais cobiçadas e conhecidas desde a antiguidade.

Entretanto, não há nenhuma diferença quanto à sua constituição física que as façam ser superiores à água marinha, turmalina, ou ametista, por exemplo, que também são pedras belas, translúcidas, coloridas e resistentes. Ou seja, é possível dizer que essa distinção entre as pedras preciosas e as semipreciosas é apenas comercial e tradicional, mas não implica em uma diferença substancial entre elas. Vamos entender mais sobre esse assunto agora! Confira nosso texto!

Raridade — ou não

diamante

É possível argumentar que a diferença está, por exemplo, na raridade dessas pedras na natureza, o que ainda pode ser refutado, pois minas de diamante foram descobertas e são até hoje exploradas em abundância na África do Sul, enquanto a granada, que já foi considerada no passado uma semipreciosa, é muito menos encontrada na natureza atualmente.

Ou seja, essa designação tem forte relação com o mercado e com o interesse comercial, não apenas sua disponibilidade na natureza.

Gemas e não pedras

gemas

Por esses motivos, realmente tem caído em desuso a distinção entre as pedras preciosas e semipreciosas, sendo feita a designação dessas pedras apenas como “gemas”.

Outros fatores também são considerados para avaliar uma gema, a beleza é determinada por qualidade como transparência, cor, brilho e efeitos ópticos especiais, tais como dispersão da luz, variação de cores e opalescência. A durabilidade é determinada pela sua resistência a fatores físicos e químicos, já a raridade pela sua ocorrência na natureza.

Entretanto, a moda e a tradição também ditam o valor comercial de determinado tipo de gema como, por exemplo, o diamante que, apesar de raro, é uma gema antiga e tradicional, com uma aura histórica que determina seu valor. Não há mulher que não se sinta encantada com uma mandala de diamantes. Por outro lado, podemos dizer que uma turmalina paraíba hoje pode ser comercializada por um valor ainda muito maior do que um diamante, mesmo tendo sido descoberta há pouco tempo — na década de 80, devido a seu azul cristalino que possibilita a confecção de belas joias.

Categorizando as gemas

categoria-gema

As gemas podem ser divididas ainda nos seguintes grupos:

  • Cristalinas: qual fazem parte o topázio, diamante, ametista, água-marinha, esmeralda;
  • Amorfas: vidro vulcânico e opala;
  • Orgânicas: que incluem a coral, pérola e âmbar;
  • Rochas: turquesa, lápis-lazúli.

Vale lembrar que a ArtOuro & Gemas é especializada nas gemas cristalinas, que são as mais procuradas pelas mulheres, por seus aspectos de beleza, diversidade de cores e pela recorrência no Brasil. Além disso, a ArtOuro faz parte do ICA (International Colored Gomstone Association), uma instituição renomada e sem fins lucrativos e a única no mundo que trabalha para beneficiar a indústria das pedras preciosas.

De acordo com as normas técnicas

Tendo em vista as confusões geradas pela designação de “pedra preciosa” e “pedra semipreciosa”, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) faz a recomendação de que o uso de “semipreciosa” seja evitado e usado apenas o termo “preciosa” para as gemas, já que ele é mais correto de acordo com os especialistas. Para o seu uso como adorno e transformação em joias, essas pedras são retiradas da natureza, polidas ou lapidadas e colocadas em um suporte de ouro ou prata, formando anéis, colares, brincos, pulseiras e outros adornos tão prezados por homens e mulheres desde os tempos mais remotos da história.

Como você pode ver, não existe uma diferença entre as pedras preciosas e as semipreciosas. Vale lembrar que as pedras semipreciosas não podem ser confundidas com pedras sintéticas ou até mesmo as reconstituídas, já que esse grupo, sim, é de menor qualidade e representa apenas a aparência das pedras originais, porém com durabilidade inferior. Se você quiser ficar por dentro de outros motivos pelos quais não comprar uma pedra sintética confira também o nosso post “4 razões para fugir das pedras sintéticas”.

E você, possui alguma joia que contém uma pedra preciosa? Qual é a sua preferida e qual você pretende adquirir? Se você tiver alguma dúvida sobre esse assunto ou quiser compartilhar alguma ideia, escreva para a gente!

 

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