A turmalina-paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta. Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais e internacionais.

 

As turmalinas são um minério comum encontrado em várias localidades. Entretanto, a autêntica turmalina paraíba possui traços de cobre, manganês e ouro em percentuais únicos, o que proporciona um efeito de fluorescência que não se encontra em nenhuma outra gema. Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as turmalinas do distrito de São José da Batalha (PB), conseguem alcançar teores de cobre acima de 2%. No Rio Grande do Norte e África, onde se exploram também turmalinas, os teores de cobre não chegam a 0.80%.

 

Valor

 

Os principais valores são para as cores azul / verde com forte saturação e tom médio. O tom varia de claro a escuro, com valores superiores nos tons medianos. Os azuis puros valem cerca da metade do valor dos azuis / verdes, assim como outros tons de verde.

 

A cor é mais importante que a transparência. As inclusões visíveis a olho nu são permitidas e trazem pequenas diferenças no valor, enquanto inclusões e transparência medianas reduzem consideravelmente o valor. Mais que isso: a lapidação é fundamental, pois é através do processo que as gemas adquirem seu brilho máximo e são mais valorizadas no mercado.

 

Ao classificar as turmalinas-paraíba, você precisa ser muito crítico quanto a cor e ao brilho, não que isso seja diferente em outras gemas. Para alcançar os melhores valores, as gemas devem ter uma qualidade excepcionalmente fina, já que pequenas diferenças na qualidade acarretam uma grande diferença no valor.

 

Consulte nosso post Os 4 C’s das gemas: avaliando a graduação das gemas coloridas para mais informações.

 

Informações de joalheria

 

Em 1988, foram descobertas turmalinas coloridas e excepcionalmente brilhantes no estado da Paraíba, no nordeste brasileiro. Determinou-se que eram turmalinas elbaita e sua coloração intensa era devida ao cobre. Também presentes, mas em menor quantidade, foram encontrados traços de manganês e bismuto. Essas pedras geraram grande frenesi e os preços por quilate logo ultrapassaram os US$20 (atualmente, estima-se que um quilate da pedra custa em média US$30 mil e pode chegar a custar até US$100 mil, dependendo das características da gema).

 

Logo após a descoberta original, turmalinas similares, que também foram descritas como turmalina-paraíba, foram encontradas mais ao norte, mais especificamente no estado do Rio Grande do Norte.

 

Em 2001, mais turmalinas coloridas de cobre foram descobertas na Nigéria. Embora não tão vívidas quanto as brasileiras, sua variedade de cores se sobressaísse. Com o equipamento adequado, que falta ao brasileiro, o espécime nigeriano destaca-se pelo chumbo como seu componente principal.

 

Alguns anos depois, desta vez em Moçambique, mais turmalinas de cobre foram encontradas. Suas cores eram muito próximas às brasileiras, mas sua composição química, muito mais complexa, tinha quantidades variadas de cobre, magnésio, chumbo e bismuto. Uma grande quantidade dessas turmalinas não contém qualquer traço de chumbo e tem composições que se sobrepõem às das brasileiras.

 

O que é uma verdadeira turmalina-paraíba?

 

Desde o início, o mercado rotulou a turmalina-paraíba e mesmo as do Rio Grande do Norte foram chamadas de paraíba. Já nomear as gemas nigerianas foi um pouco problemático. Muitos gostariam de tê-las chamado de “turmalina-paraíba”, ou “turmalina-paraíba de cobre”, mas, infelizmente, muito do material nigeriano foi misturado com o brasileiro e as diferenças ficaram confusas. Em seguida, tivemos a adição das pedras de Moçambique, que foram comumente chamadas de “turmalina-paraíba de Moçambique”.

 

As diferenças químicas entre as fontes são tão pequenas que muitas vezes é impossível determinar sua origem. Visualmente, as melhores amostras da Nigéria ou de Moçambique tem cores tão vívidas quanto as brasileiras.

 

Em 1999, antes da descoberta nigeriana, a Confederação Mundial de Joalheria (CIBJO) modificou suas regras, permitindo a “paraíba” como um nome comercial válido. Tradicionalmente, os minerais recebem seu nome como uma referência ao local onde foram descobertos, de modo que chamar todas as turmalinas elbaita de cobre de paraíba foi facilmente aceita.

 

Em fevereiro de 2006, o termo “turmalina-paraíba” foi adaptado como um nome da variedade turmalina, independentemente da origem geográfica. Como resultado, a maioria dos laboratórios gemológicos internacionais estão chamando toda elbaita contendo cobre de “turmalina-paraíba”.

 

Identificando a turmalina-paraíba

 

Por definição, a Paraíba é uma turmalina elbaita que apresenta coloração determinada pela presença de cobre. Sua cor varia principalmente do verde ao azul, embora em Madagascar seja possível encontrar espécimes roxo e rosa. O critério principal é o nível de saturação, que é de 4 para moderadamente forte e 5 para forte (a única turmalina com este nível de saturação é a turmalina de cromo). Os tons tendem a variar de claro a escuro médio.

 

Quer saber um pouco mais sobre essa preciosidade? Confira em Conheça a turmalina-paraíba: o mais belo azul do mundo!

 

Esse texto é uma tradução do original Paraíba tourmaline: value, price and jewelry information.

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